sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Viveria num aquário

Acordar cedo num frio de 3 graus não é muito interessante, certo? Errado! Algumas vezes, é. Como por exemplo, quando você pode curtir um dia inteiro num lugar quentinho, com muitos animais interessantes, comida saborosa (tá, não tanto quanto à da mãe da gente) - e um pouco gordurosa.Vivi isso aqui em Vancouver, semana passada. Primeiro, pegamos - eu e Laís - um ônibus na Fraser Avenue, depois um outro ônibus na Main Street com destino ao Stanley Park. Lá, sentimos um tiquinho de frio enquanto procurávamos pelo Aquarium de Vancouver.
Já na fila, percebemos que ali tudo tinha um preço. A entrada: CAD 21 (R$ 35,49). Bastava a mocinha vir alguém sorrindo pra logo indicar uma foto numa parede verde (tipo chroma), que, claro, também custava grana. Nós dispensamos com um sorriso: "no, thanks". Engraçado isso. As pessoas nunca esperam um "não, obrigado", por aqui. Falo disso mais pra frente.

Entramos e lá vem a frase mais ouvida, balbuciada geralmente por vendedores, porteiros e etc.: _ Você poderia fazer alguma doação? Tudo aqui é doação. Isso é legal, já que de certa forma as pessoas estão preocupadas com os mais carentes. Mas, às vezes, em vez de doação, tudo torna-se "obrigação". A Laís usou uma tática esperta e antiga: "desculpe, meu inglês não é tão bom, não consigo entender você...." Saiu-se bem. Quanto a mim, tive mais sorte. Ninguém me perguntou coisa alguma.

A visita ao Aquarium (clique no nome e veja o vídeo) é impressionante. Particularmente gosto dos golfinhos e minha prioridade era vê-los. Mas chegando lá, me encantei com a beluga - uma baleia branca, lindíssima -, com as águas-vivas e com os golfinhos, óbvio. O espaço é enorme e bem dividido. Brinquedos pra crianças, aquários interativos e lojinhas fazem parte do lugar. Outra parte interessante são os peixes dos países tropicais, como o Brasil. Eles recriaram a floresta: clima quente, úmido, com direito a pé de cacau, araras azuis (sim, aquelas em extinção), bicho preguiça, anacondas, aranhas e por aí vai.

Os golfinhos são umas fofuras de espertos, vimos o show deles por dois ângulos - do lado de fora, com os saltos e malabarismos e do lado de dentro (por entre o vidro), vendo como eles se movimentam na água pra dar aqueles saltos.

O ingresso te dá direito a uma sessão de cinema em 4D. São cerca de 30 minutos de algum filme. Assistimos o O Expresso Polar. Na entrada, você recebe um par de óculos vermelhos e lá dentro a mocinha instrui você quanto às "sensações" que sentirá. Ela alerta: algumas pessoas têm medo, por isso, fiquem calmos em suas cadeiras e relaxem. Logo no trailler sobre o aquário, quando mostra um golfinho jogando água, você recebe uma talagada de água fria no rosto. Depois, durante o filme, experimentamos a sensação de estar dentro do expresso: cadeiras tremem, o chão balança, quando ele desliza na neve rumo a uma grande montanha russa você se sente dentro do trem - um vento forte no rosto, a imagem em 3D... Se tem chocolate quente na tela, você sente o cheiro na sala de cinema. Se tem neve, floquinhos caem sobre sua cabeça. Se tem magia, bolhinhas de sabão surgem do nada...

E no final, se tem presente na tela, alguém na plateia também ganha. Infelizmente não fui eu desta vez...mas, nem precisava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário