quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Magia do Nutcracker

Uma amiga de Palmas me perguntou se chorei em Vancouver. Sim, chorei durante a apresentação do The Nutcracker (O Quebra-nozes), da Albert Ballet, há duas semanas, mais ou menos. Nunca vi algo tão lindo, singelo, bem ensaiado e com figurino impecável. As partes mais emocionantes estão no final do primeiro ato e na metade do segundo, quando o boneco apresenta à mocinha o seu reino mas, antes, ele é transformado em homem pela fada da neve. Impossível não se arrepiar com os bailarinos acompanhados da orquestra - apresentando ao vivo, diga-se, cada uma das mais belas composições de Tchaikovsky.
Daida, eu e Laís Niwa

Assista aqui um resumo: The Nutcracker

O ingresso de CAD 32 (R$ 54) vale cada centavo. Ficamos na rabeira do Queen Elizabeth Theatre, lá no fundo, mas compensou. Tínhamos a visão do todo. Não podíamos tirar fotos, obviamente, mas guardei tudo dentro de mim, com o maior cuidado, como quando se guarda aquelas coisas delicadas: renda de bordado, bailarina de caixinha de música, bibelô de cristal, bilhetes de amor.


Além da apresentação, pude observar que a platéia gosta mesmo de ballet por aqui. Muitos aplausos, e um teatro lotado - havia uma promoção no site, e isso ajudou, mas todos estavam ali, ansiosos. Não gostei do excesso de aplausos, ao que sei, não se deve aplaudir apresentações clássicas no meio, um pouco por educação e outro pouco porque pode-se desconcentrar o artista. Outra coisa estranha: havia muitas crianças e bebês de colo na platéia, que nada entendiam do contexto. No mais, tudo lindo!

Algo mágico aconteceu sim. Sei que ballet é bom em qualquer lugar, mas há uma áurea diferente quando a gente assiste algo assim e sai lá fora com um friozinho....é como se fosse uma extensão do espetáculo. Nesta noite especialmente fazia zero graus. Depois do ballet, saímos para tomar café e comer donuts no Tim Hortons.

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