Enfim, 'o que eu tenho com isso?', pensei. Voltei pro quarto e me troquei para ir ao passeio nas famosas galés de Maragogi. Coloquei um biquíni minúsculo, uma saída de praia e fui pra a piscina esperar que o guia me chamasse. Lá, encontrei o casal de ontem, ainda brincando na piscina e um grupo com duas mulheres feias de doer e dois caras: um parecia cantor de banda brega. E justo esse não parou de me olhar. Ainda bem que fui salva pela moça do hotel, que logo veio com seu sotaque alagoando informar que o passeio estava saindo.

Foi ai que percebi que o casal gay também estaria comigo nessa empreitada pelas galés. Logo puxaram assunto e fomos conversando até a chegada na barraca do passeio. Decidimos que ficaríamos os três juntos, estilo Três formas de amar, pero no mucho. Assim pegamos o barco e seguimos. No início eles tentaram disfarçar, mas eu disse logo que tinha sacado a deles, né, meu bem? Esse dia foi super divertido: mergulhei e vi corais e peixinhos. Mas dá um medão. Pensei em desistir, mas o Bob Esponja, meu instrutor, me convenceu e valeu a pena.

Na volta, mais fotos - dividimos o valor das fotos do mergulho, ficou mais em conta - e já tinha combinado de ir com o casal gay à Porto de Galinhas. Ficamos um pouco na piscina, e de tardinha pegamos a estrada. Chegamos em Porto de Galinhas de noite. Foi uma luta conseguir um hotel. No fim, ficamos numa pousadinha à beira-mar perto da praia de Maracaípe. E com preço em conta, tipo assim, R$ 60, por quarto: ar, piscina, frigobar, TV e um chuveiro quente. Que eu só consegui colocar no quente no último dia de hospedagem, mas tudo bem.
Fomos direto para a piscina. Eles logo inventaram um apelido para mim: "datupei" - lê de trás para frente. Já altinhos, fomos parar numa balada em Porto de Galinhas. Um pub bem bacana, com DJ e um monte de turistas. Eu não bebi nada, eles misturaram tudo e fomos embora porque estavam empolgados e os pit boys já pensavam em bater neles.... Amanhã tem mais.