Mostrando postagens com marcador vancouver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vancouver. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de janeiro de 2011

Nem tudo sao flores

To sem acento agora, mas tudo bem. Tenho que contar a voces que nem tudo sao flores por aqui...ontem fui numa balada, ainda nao dormi, mas digo que vivi uma experiencia super chata. Vamos a narrativa.

Ontem saimos eu, Yuko - from Japao - e Chloe - from Korea. Ha uma semana haviamos combinado essa saida para o Au Bar, um lugar bacaninha com DJ, bebidinhas e muitos estudantes. O lugar e super bem localizado e da pra ir embora tarde pq fica em frente ao Skytrain. Tudo certo, cheguei la, esperei num puta frio, as duas estavam atrasadas, mas deu tudo certo, nos encontramos e iamos entrar quando a Chloe esqueceu a ID dela. Explico: alem do passaporte - na verdade a copia dele pq nao e seguro andar com passaporte por aqui, os bares, pubs e etc. exigem um documento com foto, pode ser a carteira de motorista do Brasil ou seu RG.

Nao ia deixa-la sozinha, mesmo que eu e Yuko estivessemos ok. Entao, decidimos que iriamos a outra balada, ali mesmo na Granville. O lugar parecia legal, o nome: Joes Apartment Bar. Nice place! Na entrada so a copia do passaporte tava ok. Pagamos CAD 10 para entrar e compensou. Musica ao vivo, bandas de rock, folk rock e talz.

Super canadense o lugar. Meninas canadenses bombando na pista, looks legais, e homens canadenses tambem. Mas vou contar, as mulheres aqui fervem mais que os homens: dancam, bebem, vao ate o chao-chao-chao. Mas os caras chegam! Ufa...pq tava achando os caras daqui mais gelados que a neve....

Dancei, bebi um drink so pq estou num pais desconhecido..e eis que o improvavel aconteceu: um carinha chegou em mim. Aaaaaleluia!!! Ele perguntou algo sobre a banda, o som alto, eu mais pra la que pra ca, e com o ingles que Deus me deu...disse a ele, que era brasileira e que queria que ele falasse mais alto e devagar.

Nao sei se ele pensou que eu tava cortando ele, ou sei la o que, ai ele continuou ali do meu lado, mas nao disse nada. E eu falando com minhas amigas de sala....ai um amigo dele comentou algo com ele. Ai a partir desse momento o que voces lerem aqui parece cena de filme ridiculo americano: me senti em American Pie, com aqueles caras se jogando nas festas, dancando ridicularmente e como diz minha amiga Fa - "despejando testosterona no ar" .
Enfim, passados uns 5 minutos, um dos carinhas da roda da uma bundada em mim. Eu olhei com uma cara feia para ele, e sai de perto, fui pra outro lado. Tempo depois, outro carinha do grupo, comecou a dancar obscenamente atras da Chloe. Nessas horas fico feliz de ser brasileira - a gente e safo. Saca tudo no ar. Na hora eu puxei as duas e falei: vamos vazar! Elas nao entenderam...nao sei se acharam normal, ou sei la, mas eu fiquei muito brava na hora. Ficamos la atras, outro carinha veio e nos pagou bebidas, que ficou na mesa, alias....estava enfurecida com os canadenses.

Depois, um outro carinha, mais gente boa, se aproximou. Ele tava tocando numa das bandas. Foi super simpatico, nao cantou ninguem...trocou ideia numa boa e ainda nos disse que ali tava ficando meio perigoso para nos, ja que estavamos sozinhas e alguns caras tinham bebido alem da conta. Nos fez companhia, e disse que estava indo embora e sugeriu que fossemos tambem.

Chamei as meninas e bati a real: bora cair fora negrada! Chapa esquentou. Mas elas estavam preocupadas porque moram em homestay aqui e suas host moms talvez nao esperavam por elas.A Chloe foi pra casa dela na Fraser e eu e Yuko seguimos pra casa.

Me impressionei com a preocupacao da japonesa com o fato de incomodar. Acho que faz parte da cultura nao querer incomodar. Ela pediu pra colocar o despertador as 5h20, pq queria pegar o Canada Line e seguir pra North Vancouver ainda cedaco.... Um breu de meu Deus, nenhuma viva alma na rua e a pessoa querendo andar por 30 minutos ate o Canada Line... tsc tsc. Eu, obvio, fui me arrumar para leva-la a pe, as 5h da matina, nem eu tava acreditando nisso... mas nao poderia deixar ela ir sozinha. Japas tem muito medo de incomodar, e acabam incomodando em drobro, sabe?

Depois de muita luta, consegui convencer ela a esperar o primeiro onibus 25, que sairia as 6h30. Levei-a ate o ponto, esperei o onibus chegar e ela se foi.

Sobre tudo isso tenho a dizer: tem babaca em todo lugar do mundo, inclusive no primeiro; sou feliz por ser brasileira e sacar as coisas no ar; japas sao muito preocupados; quando sair pra nightlife leve consigo um spray de pimenta.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Victoria

Uma das viagens mais legais pra se fazer aqui é ir para Victoria. Mas tem que ter paciência para a longa viagem e sensibilidade pra apreciar a vista. A minha viagem começou às 5h da manhã. Eu e Laís, companheira de aventuras por aqui, acordamos super cedo, num frio sem tamanho, corremos para pegar o 25 (ônibus que nos levaria até o Canadá Line). De lá, pegamos outro ônibus para o porto, onde pegamos o BC Ferries.

Ao todo, se gasta CAD 18 (ou seja R$ 28,80). Isso no trajeto, ônibus e ferrie. É preciso estar atento aos horários, já que a viagem é longa, 1h30 no barco, mas também prazerosa. Se perder o último ferrie às 21h, só no dia seguinte.

Correria, mas vale a pena. Victoria é a capital da província de British Columbiaque é o estado onde Vancouver está localizado. A cidade é bem pequena, se comparada a Vancouver, é bonita, simples e aconchegante.

Dizem que na primavera é mais bonita, porque há flores por toda a parte. Mas me diverti muito no inverno também. Dentro do ferrie parece que você está em solo firme: restaurantes, banheiros, cadeiras, e uma bonita vista do mar, do céu e da cidade. Super bonito e aconchegante.

Victoria é uma cidade para você conhecer a pé. Nós levamos lanche e ficamos por lá mesmo...andamos muito, fomos ao principal museu (Royal BC) e conhecemos um pouco da história de Vancouver, já que a cidade nasceu ali. Vale a pena. Chegamos em casa mortas, cansadas que só. Mas com uma sensação excelente de ter aproveitado o dia!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Neve em Vancouver!!!!

Quero dizer pouco, vejam por vocês mesmos!!!!! Feliz demais! Amei a neve!






Meu boneco de neve: BOB, eu que fiz










O campo de futebol










Diversão, baby!

As ruas










Vista da minha janela esta manhã



domingo, 9 de janeiro de 2011

Holidays

Para quem é brasileiro, passar uma virada de ano em casa pode ser mesmo muito deprimente. Estamos acostumados a grandes eventos. Fogos de artifício explodindo no céu, milhares de pessoas na praia ou em baladas....

Aqui no Canadá é diferente. Os pubs fazem programações específicas, mas nada que vá até o dia amanhecer, como no Brasil. Há algumas programações no centro da cidade, em Vancouver especificamente, mas que também terminam cedo. A maioria dos vancouverianos passam o Ano Novo em casa, com amigos e família.

O nosso New Year foi assim, e muito divertido por sinal. Acordamos cedo, e fomos fazer compras. Queríamos fazer um churrasco, já que o dia era de sol. Mas não se engane: sol aqui significa muito frio. A menos 5, fomos de bicicleta motorizada - parece uma bizz, na verdade - eu e Daida. Compramos carne e bebidas na liquor store da Main. A loja de bebidas estava lotada. É preciso dizer que é proibida a venda de álcool em outras lojas que não sejam as liquor stores. Compramos duas garrafas de champanhe, que mais tarde foram muito bem aproveitadas num Kir Royal delicioso.

O churrasco estava muito saboroso, mesmo num frio de lascar. Conseguimos nos divertir no almoço e finalmente comprovei que o melhor lugar é mesmo a boa companhia. Depois, banho, roupas lindas - sim! nos arrumamos pra ficar em casa-, drinks e música brasileira! À meia-noite saímos só de vestido lá fora e gritamos para umas canadenses que passavam: Happy New Year! Ouvimos uns três estouros de fogos bem longe, voltamos pra dentro de casa e viramos a noite cantando "O que é, o que é?"(Gonzaguinha).

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 gelaaaaaaaaaaaado!

Gente do céu! Pros canadenses, especialmente de Vancouver, Ano Novo de verdade é com o Mergulho do Urso Polar, que acontece há 91 anos.

Fiz um texto sobre o assunto pro Jornal do Tocantins, foi publicado na última quarta-feira, mas hoje fomos ver o mergulho ao vivo. Loucura!!!

Tava 3 graus positivos e a água a 6 graus...Um frio de lascar! E a galera toda animada pra entrar na água. Foram mais de 200 nadadores. Eu, que estava agasalhada, quase morri congelada porque ficamos parados para assistir por uma hora e meia, mais ou menos. As fantasias eram as mais curiosas e bizarras, mas louco mesmo foi um cara que surpreendeu estando apenas com um roupão. E quando um outro maluco fantasiado começou a se mostrar, esse carinha do roupão ficou nu correndo pela praia. Foi rápido e não consegui registrar, mas a imagem eu vou guardar pra sempre na memória.

Crianças, idosos, jovens: todo mundo se jogou no mar para o mergulho na English Bay. Quando saiam estavam todos quase mortos. Peles vermelhas e arroxeadas, tremendo mais que vara verde e pedindo por uma toalha. Fiquei impressionada com essa festa!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dor de ouvido e remedinho chinês

Estou melhor do ouvido, só tive um probleminha com o frio quando eu cheguei. Estranhei o frio e tive uma espécie de caimbra no ouvido.

Sabe o que é isso? Nem queira saber. Era como se meu ouvido tremesse por dentro, já sentiu tremedeira no olho? É parecido. Ai o que fiz? Mandei um e-mail prum amigo médico e, na cara dura, pedi uma receita on line.

Como aqui só se compra em farmácia com receita médica, ele me indicou algo natural para tomar: Ginkgo Biloba, é uma folha de árvore chinesa que é bom pra um bocado de coisa, inclusive pros rins e a Aids (clique acima no nome e veja por você mesmo). Fui no mercadinho chinês e comprei, Daida me acompanhou e nos divertimos com a tiazinha chinesa que me disse que meu problema eram os rins: está tudo interligado. Tomei por uma semana e xarãns!!! O zumbido sumiu. A caixinha vem com um monte de remedinhos juntos e você bebe num canudinho...rs. O sabor é horrível!

Mas o resultado pra mim funcionou bem. Agora não saio sem protetor de ouvido, é indispensável pra mim.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pedalando por Vancouver

Nesta sexta não tive aula porque há um teste na escola e como fez um dia lindo de sol, fui aproveitar, claro! Marco, namorido da Daida, e eu fomos passear de bike num frio de aproximadamente 3 ou 4 graus. Tinha sol, mas tava super gelado.

Vou te contar, super bacana andar de bike. Fiquei quebrada, porque há muitas subidinhas - e olha que Marco fez o caminho menos penoso, já que Vancouver tem muitas subidas de verdade - mas, mesmo assim, com todo o cansaço, a visão vale a pena. Fora que reparar a rotina dos moradores quando há sol é super bacana. Como chove bastante em novembro, quando o sol sai parece que é um presente:o povo sai feliz com seus cachorros pelos parques, com suas bikes e tênis de corrida. Há ciclovias e vale a pena pedalar por aqui. Os capacetes são obrigatórios e os ciclistas são respeitados. Os ônibus têm lugar especial pra colocar as bikes....e pode-se andar com eles nos metrôs. Os parques são lindos! E os moradores super simpáticos, se oferecem pra tirar fotos e trocar ideia.

Uma garrafinha com água e algo quente (chá, chocolate) é bacana pra os momentos de frio e sede. Além disso, luvas, tênis e o que mais quiser, desde que não seja pesado. Seguindo as recomendações da Daida aproveitei bem. Cheguei quebrada em casa, mas com a sensação que valeu a pena.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Chinatown


Vancouver é uma cidade multi. Você anda aqui e pensa estar na Índia - há muitos indianos, mas segundo o Marco eles não gostam de ser chamados assim - existe um bairro indiano; por vezes, parece que estamos no Brasil - é mais raro, mas há um ou outro falando em português, estudantes geralmente; há alguns árabes e muçulmanos, mas a grande maioria mesmo de pessoas que você encontra nas ruas são chineses ou coreanos.

Asiáticos, no geral, estão em todos lugares e se misturam bem. Comum ver um canadense com uma coreana e vice-versa. Enfim, essa introdução enorme é pra dizer que há um bairro aqui, assim como em NY, chamado Chinatown. Visitei esse bairro esses dias e foi super bacana. Gostei especialmente do jardim chinês. Lindas imagens, lindo lugar...gostei do mercado também. Iguarias de todo o tipo, especialmente peixe (claro!) e frutos do mar. O cheiro é forte mas é interessante....

Vi polvo e lula desidratados, muitas ervas e plantas medicinais...fora o que se vê em toda Chinatown em qualquer parte do mundo: bugigangas. Mas óbvio que prefiro comprar "made in China" em São Paulo, que é em real, não em dólar. Em Vancouver vale a pena conhecer Chinatown para fazer fotos, olhar o mercado e visitar o jardim e o museu, chineses.

(Algumas fotos são minhas, outras da Laís Niwa)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Davie Street

Andando por Vancouver, nós visitamos uma rua no mínimo curiosa. Trata-se da Davie Sreet, que fica no centro da cidade. Pelo que percebi e pelas informações da Daida, a rua é destinada ao comércio pra GLBT's.

Tudo é direcionado a esse público, roupas, acessórios e clubes. Vimos coisas muito bacanas, como por exemplo, os pontos de ônibus, acreditem, eles são cor de rosa. Até publiquei uma foto aqui pra que confiram o que digo (ah! As lixeiras também são pink). Reparem ao fundo da foto há uma bandeira arco-íris informando-nos onde estamos. Outra coisa, vi numa loja uma estátua de Cristo e, em vez de anjinhos, havia literalmente "pênis com asas" sobre a cabeça da imagem. Polêmico! E assim é com tudo, roupas e acessórios....

Às quintas-feiras, há shows em uma boate que vimos com show de streap tease, gogo boys lindíssimos para o deleite dos mais afoitos. Como a maioria dos jornais impressos por aqui são distribuídos gratuitamente, também existe um jornal especialmente focado para o público GLBT. O nome? "Xtra" com x mesmo. Artigos e fotos bem explícitas fazem parte da edição que fica disponíveis nos pontos de ônibus, sejam eles rosa ou não. Vancouver é assim, todo mundo se respeita e há espaço pra todo mundo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vancouver com amigos

Já estou em Vancouver, onde a noite esfriou um pouquinho, nada comparado aos -1 graus de Toronto, mas estamos com 4 ou 3 graus neste momento.

Foi uma viagem tranqüila, mas cansativa. São cinco horas de Toronto pra Vancouver e há voos de hora em hora pela Air Canadá. Saímos às sete, ou seja, acordamos às 4h da manhã, num frio de alguns graus negativos, em Toronto. Digo nós, porque estavam comigo nessa empreitada dois colegas de viagem que conheci nesta saga de SP a Toronto. Zé Paulo e Rondiney (foto dir.) foram fundamentais, trocamos ideias, informações e e-mails, além de nos ajudarmos nesta primeira parte da viagem. Eles seguiram pra Calgary e eu pra Vancouver.

Um detalhe é importante no vôo, se quiser comer tem que comprar a própria comida. Só as bebidas são gratuitas. A paisagem é linda. De manhã, Toronto é belíssima, enorme e super movimentada.

Mas beleza mesmo é a chegada a Vancouver. Putz, a cidade é linda! Logo em Calgary, cidade próxima, já avistamos as montanhas cobertas de neve, coisa maravilhosa e meio assustadora também. Incrível!

Como disse a Daianne, eu trouxe o sol pra Vancouver, um pouco de arrogância aqui, vai? Mas é que há dias o sol não aparecia e logo na minha chegada, deu pra enxergá-lo assim, no Oceano e, segundo a previsão do tempo, teremos sol no final de semana todo. Algumas gaivotas voavam e dava pra enxergar as montanhas, impressionante!

Fui super bem recebida pela Daida e o Marco – ela levou até luvinhas e gorro com medo de eu morrer de frio na chegada. Almoçamos batatas, arroz e um salmão muito gostoso. Daida está craque na cozinha. Na refeição, conheci um refrigerante chinês, super comum aqui, feito de gengibre – delicioso e mais saudável. Depois fomos bater perna na rua: eu e Daida. Comprei roupas de frio pra passar os dois meses em brechós e lojas de departamentos – baratésimas! Tipo assim, jaqueta de couro por menos de 40 reais.

Também fui a uma loja de sapatos pra escolher uma galocha, mas antes de comprá-la,farei uma consultoria ao Blog da Kass, para escolher a que mais cairá bem. Assim que tiver a resposta, publico aqui.

See you!