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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Davie Street

Andando por Vancouver, nós visitamos uma rua no mínimo curiosa. Trata-se da Davie Sreet, que fica no centro da cidade. Pelo que percebi e pelas informações da Daida, a rua é destinada ao comércio pra GLBT's.

Tudo é direcionado a esse público, roupas, acessórios e clubes. Vimos coisas muito bacanas, como por exemplo, os pontos de ônibus, acreditem, eles são cor de rosa. Até publiquei uma foto aqui pra que confiram o que digo (ah! As lixeiras também são pink). Reparem ao fundo da foto há uma bandeira arco-íris informando-nos onde estamos. Outra coisa, vi numa loja uma estátua de Cristo e, em vez de anjinhos, havia literalmente "pênis com asas" sobre a cabeça da imagem. Polêmico! E assim é com tudo, roupas e acessórios....

Às quintas-feiras, há shows em uma boate que vimos com show de streap tease, gogo boys lindíssimos para o deleite dos mais afoitos. Como a maioria dos jornais impressos por aqui são distribuídos gratuitamente, também existe um jornal especialmente focado para o público GLBT. O nome? "Xtra" com x mesmo. Artigos e fotos bem explícitas fazem parte da edição que fica disponíveis nos pontos de ônibus, sejam eles rosa ou não. Vancouver é assim, todo mundo se respeita e há espaço pra todo mundo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cheguei!


Neste post, tenho uma boa e uma má notícia. Começamos pela boa: já estou no Canadá. Mais precisamente em Toronto, são 1h41 a.m, lá fora faz -1,mas estou aconchegada num quarto de hotel, o Crowne Plaza.

Tudo isso bancado pela Air Canadá, uma vez que meu voo teve problemas em São Paulo e tivemos que voltar pra capital paulista, ainda ontem, e só saímos pro Canadá hoje às 15h30 (horário do Brasil). Esta era a má notícia: tivemos um problema hidráulico na aeronave e ficamos 2 horas no aeroporto, dentro do avião. Depois de várias tentativas, enquanto aguardávamos presos dentro da aeronave, a Air Canadá de Montrel decidiu que não viajaríamos ontem. Então fomos pra um hotel no centro de São Paulo, pousamos lá e saímos hoje cedo. Põe transtorno nisso! Mas, como sou bem "Poliana Moça" - melhor ter problemas no solo do que no ar, né não? E isso tudo mostra o que estou mesmo aprendendo, que não temos controle sobre as coisas, elas simplesmente acontecem, então, tenho aproveitado tudo. A fila do ônibus na segunda saída pra o aeroporto

Como houve esse atraso, perdi minha conexão pra Vancouver, que sairia ontem, hoje (quinta-feira) não tem conexão por causa do horário que chegamos. Então, vou nesta sexta pra Vancouver.

Toronto é uma linda cidade, grande, pelo que vi da janela do avião. Mas cheguei tarde da noite, não deu pra aproveitar nem tirar fotos, quer dizer, tirei uma da janela do hotel. Talvez amanhã faça mais fotos.

See you!

domingo, 9 de agosto de 2009

Diário de bordo - Viagem a Maceió

É noite de quinta-feira, 23, marquei minha passagem para às 7h20 de sexta, digo às amigas que não precisam me levar ao aeroporto. Investigo se é seguro deixar meu carro lá. Ainda nem são oito da noite e minha mochila já está pronta.

Combino com as amigas mais chegadas de ir a um bar da cidade, me despedir delas antes de pegar meu vôo: assim eu faço. Visto um preto com pregas e uma sapatilha. Um casal de amigos me espera. Não casal, casal, mas apenas um homem e uma mulher. Digo que não vou beber nada, mas peço um cozumel. Outra amiga chega, contamos pormenores do dia. O rapaz percebe que o papo é de menininhas e nos deixa sós.

A nossa amiga atrasada que, aliás, marcou o encontro não chega nunca. Mandamos mensagens, ligamos e nada! Concluímos que ela estava com o namorado e relaxamos. De cozumel em cozumel, fomos contando nossas aventuras amorosas. Estávamos todas enroladas, para variar. De repente, chega a amiga que jurávamos que estava super bem, namorando. Ledo engano. Uma briga havia feito ela se atrasar e um rompimento se aproximara.

Mudamos de mesa e de assunto. Ela não queria falar de nada de namoro, rompimento e brigas. Elas seguiram na noite, era antes das zero hora quando peguei o caminho de casa, não sem antes me despedir.

Nem preciso dizer que mal dormi, né? Estava ansiosa com minha viagem totalmente só para a praia. Acordei antes das seis e esperei até umas seis para levantar. Dei uma checada na mochila, tudo certo. Escolhi a roupa: jeans preto, tênis branco, meias brancas, jaqueta jeans, camiseta de algodão branquinha, tictacs no cabelo, óculos, protetor. Estava pronta. Peguei meu carro e segui ouvindo alguma rádio, até o aeroporto.

Estacionei num lugar que ele pudesse aguentar por uma semana. Documentos e passagem à mão, cheguei em cima da hora do final do check in. Ufa!

Poltrona 14. Lá estava eu. O dia amanheceu lindo em Palmas. Dormi o percurso quase todo até Brasília. Li na revista da Tam uma matéria com o JR. Duran,o super fotógrafo das supermodelos, comi aquele lanche insosso que servem e 50 minutos depois, estavam no JK, no DF.

Meu vôo sairia às 10 e pouco de lá. Pegamos um ônibus e me deparei com dois deputados federais. Fingi que não os vi, mas não teve jeito. Encostaram-se perto de mim e puxaram assunto: "para onde vai?" . Maceió. "Ai que coisa boa!"; "É uma cidade linda"....

"Eu ainda não conheço", disse que pensando que era uma eternidade os cinco minutos entre a aeronave e o saguão. Cheguei! Meu vôo atrasou uns 40 minutos. Era no portão D, essa coisa de portão de letra é sempre fria. Geralmente são os do subsolo do JK, sem lanchonetes, nem opções de cadeiras ou bancas de revistas. Fiquei ouvindo meu MP4: U2. Sentei-me no chão mesmo e com meus imensos óculos fiquei reparando nas pessoas passarem.

Até vi gente famosa. Ah tá, era o Leão, o técnico, mas está valendo. Um baiano ultramoderno sentou-se do meu lado, e falava horas ao celular, abriu o notebook e ficou tratando de trabalhar... Pensei que ele podia ser eu, já viajei assim, com mil coisas a resolver, mas não era o caso. Fiquei feliz por isso.

Enfim, ouvi a chamada para o meu vôo. Em cinco segundos milhares se amontoaram na fila do portão D. Tem certas coisas na vida que eu não entendo, e uma delas é por que as pessoas que vão estar no mesmo vôo querem por tudo pegar uma fila? Esperei sentada. O avião não partiria sem mim. O mesmo fez um senhor paulista ao meu lado. Ele fez a mesma pergunta. Eu sorri. Ele disse: "Vai para Maceió?", apesar da pergunta óbvia eu respondi gentilmente: "Sim, mas meu destino final é Maragogi". Ele puxou assunto: "Vou ver se passo por lá, minha filha me indicou uma ida a Maragogi. Estou de férias, passar uns dias em Maceió". Eu sorri.

"Minha mulher tem alzheimer e preciso descansar". Gostei do assunto e disse: "Eu só quero descansar, quero ficar num hotel, pegar praia cedo, voltar para o hotel de noite". Ele: "Ah! Era disso que estava precisando". E assim entramos no ônibus. Nos separamos em seguida, cada um na sua poltrona. Eu voei ouvindo U2, foi a trilha da ida. Duas horas e meia depois estávamos pousando em Maceió. Dia claro.

Muitos turistas gaúchos. Uma delas fez a minha foto no aeroporto com o avião de fundo. Eu estava lá! E agora? Bom,vamos achar um carro porque passava das quatro da tarde e eu ainda teria de chegar em Maragogi.

Fui ao balcão de informações e a atendente de nome Cíntia, me deu milhões de dicas e um monte de mapas da cidade de Maragogi e Maceió. Sai meio zonza de lá, mesmo assim, fui consultar um táxi, antes de esperar um ônibus que, segundo ela, me deixaria no centro da cidade e de lá eu poderia pegar outro táxi até a rodoviária para, enfim, embarcar para Maragogi - já de noite. No guichê do táxi encontrei um casal de gaúchos: Zaida e Júlio. Eles queriam ir de táxi a, advinha onde? Maragogi! Foi uma sorte tê-los achado porque a recomendação é não pegar a estrada de noite para lá. Rachamos o táxi em 70 contos para cada e seguimos juntos numa viagem emocionante, com um taxista evangélico.Seo Zé pegou um caminho alternativo para Maragogi, segundo ele mais rápido. Porém, cheio de buracos. Passamos por Flexeiras, a cidade natal de Renan Calheiros, e seguimos por lugares muito pobres. O pior foi ver um atoleiro em que um carro estava enguiçado e do qual, seo Zé, jurava que sairíamos ilesos. Demos sorte, ou a experiência de seo Zé contou na hora de passarmos no lamaçal. Zaida passou mal - ela estava no banco de trás e não tinha comido nada até àquela hora. O carro parou, ela foi para o banco da frente. Paramos num posto e compramos água. Uma família de porquinhos atravessou a pista, foi aí que peguei a máquina e lamentei ter perdido o registro do atoleiro. Mas dos porquinhos eu bati chapa!

Seguimos e por volta das seis da tarde chegamos, finalmente, a Maragogi. Perto do hotel, Zaida vomitou a água que tinha bebido. Deixei-os e segui com seu Zé até a minha pousada: simples, em frente ao mar e super confortável. Meu quarto estava pronto, com cama de casal, um quadro do nascimento de Vênus de Sandro Botticelli, uma TV. Fui até à piscina, tomei uma cerveja sozinha, olhando o mar e ouvindo Los Hermanos. Vi dois homens bonitos se aproximarem e irem até a piscina. Era um casal de gays; voltei para o quarto.Tomei um banho frio (não acertava como fazer o chuveiro funcionar no morno), pus biquíni e uma saída de banho e fui caminhar na orla. Comi um sanduíche, e sentei um pouco a beira-mar. Na volta, fui muito observada por nativos que sentados à beira, davam notas às turistas. Creio que a minha não foi das melhores.

Voltei pro hotel e dormi. Mais tarde, me arrumei e fui jantar num bar da orla mesmo, que servia frutos do mar. Comi lagosta feita no alho e óleo e tomei uma cerveja. Voltei pro hotel e capotei. Estava exausta.