quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Neve em Vancouver!!!!

Quero dizer pouco, vejam por vocês mesmos!!!!! Feliz demais! Amei a neve!






Meu boneco de neve: BOB, eu que fiz










O campo de futebol










Diversão, baby!

As ruas










Vista da minha janela esta manhã



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quiz

Essa foto não é minha, pena!


Um pouco para me manter conectada, outro pouco para me divertir, e também para divertir os outros. Assim, criei uma espécie de Quiz para os meus seguidores do twitter. Nada muito difícil, visto que nem eu sei muito sobre Vancouver, mas conseguimos ter engraçados momentos quanto a isso. A vencedora @queletges acertou 3 questões. Mas outros tuiteiros também pontuaram. São eles: @prikvalcante, @ciro_, @gereba2000 e @Sandro_Povoa. Obrigada a todos que participaram! Foi muito bacana.

Posto aqui as perguntas e respostas que, creio eu, ajudará você a saber algumas curiosidades e bobagens - por que não? - sobre Vancouver city.

Marque Verdadeiro ou Falso:

1) Para descer do ônibus em Vancouver, você puxa a cordinha, aperta o botão e espera o motorista abrir a porta. Resposta: FALSO. Basta puxar a cordinha e/ou apertar o botão e seguir para a porta. Lá, há um sensor que vai fazê-la abrir e é o passageiro quem o aciona com uma das mãos abertas, super simples.

Outra curiosidade: o passageiro pode descer pelas duas portas, traseira ou dianteira. Sempre quando você desce, você agradece ao motorista com um: Thank U.

2) Quando você vai ao banheiro, você joga o papel higiênico dentro do vaso sanitário. Resposta: VERDADEIRO. Não há lixeiras nos banheiros, ao menos não para papel higiênico usado. O sistema de esgoto aqui é preparado para isso, não se pode jogar outra coisa, mas papel, sim. Gostei dessa ideia, parece menos sujo. As lixeiras comportam outras coisas: absorventes, cotonetes, seringas (sim, há lixeiras para seringas porque há pessoas viciadas em heroína por aqui e também para aqueles com problemas de saúde) e etc.

3) Existe uma rua gay na cidade com ponto de ônibus cor de rosa e lojas específicas. Resposta: VERDADEIRO. Chama-se Davie Street. Clique aqui e veja mais sobre essa rua.

4) Há em Vancouver um canal de TV a cabo, que mostra apenas uma lareira acesa 24 horas, durante o Natal e o Ano Novo. Resposta: VERDADEIRO. Parece mentira, mas em Vancouver pessoas assistem pela TV um canal no qual só aparece uma lareira acesa. Vez em quando aparece uma mão mexendo na lareira e só. Fiquei sabendo que a mão é famosa e recebe cartas, vez em quando. Pode? 5) Você precisa acenar pro ônibus parar no ponto. Resposta: FALSO. Acenar pro ônibus aqui é mico certo. Não precisa. Basta ficar no ponto que o ônibus para. Alguns pontos não são cobertos e uma coisa comum aqui é você ir pro ponto só no horário que o ônibus passa. Cada ponto tem um número, que significa o número da linha, você pode mandar um SMS pra empresa com o número do ponto e você receberá uma mensagem no celular com o horário do ônibus.Acredite! Essa é a lareira da TV

Outras perguntas:
- Quantos tipos de chuva há em Vancouver? a) 1 / b) 2 / c) 4 / d) 5 / e) 7 (segundo o mocinho de meteorologia da TV).
Resposta certa: 5 tipos - Drizzle, light rain, shower, rain, heavy rain.

- Canucks é o nome do time de hoquei de Vancouver e tb: a)significa canadense / b) nome de uma rua / c)nome de uma comida/ d)nome de um heroi. Resposta: além de nome de time, Canucks significa canadense, é usado pra chamar quem nasceu aqui.

- Em Vancouver, você compra sua sacola no supermercado por: a) cinco cents /b) dez cents / c) por nada, é de graça. Resposta: a) 5 cents. É comum e chique aqui você ter sua própria sacola de tecido ou plástico resistente.

- Se amanhece com sol em Vancouver o que vai acontecer? a) vai chover o dia inteiro/ b) vai esfriar muito / c) vai esquentar / d) vai nevar. Resposta: vai esfriar muito. Toda vez que há sol, pode esperar que a temperatura vai cair, sem chuva, sem neve.

Regras: * Seguidores da minha família não podiam participar porque ganharão presentes de todo jeito. * O Quiz rolou até domingo passado, ou seja, 09/01. * O Quizz foi sobre Vancouver, mas procurei informações mais específicas que não tinham no Google (eu espero que não) pra evitar a olhadinha lá * Amigos podiam participar. Quem mora fora do Tocantins também, desde que me mandasse o endereço pra eu mandar o presente. * Para as respostas levei em conta, a rapidez na postagem, a resposta correta, e a resposta do maior numero de perguntas até domingo. * O souvenir será entregue em março, na casa ou pessoalmente, dependendo de onde more o vencedor. * Cada dia eu revelei um vencedor diário.
* O tuiteiro não podia mudar a resposta, valia a primeira.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Holidays

Para quem é brasileiro, passar uma virada de ano em casa pode ser mesmo muito deprimente. Estamos acostumados a grandes eventos. Fogos de artifício explodindo no céu, milhares de pessoas na praia ou em baladas....

Aqui no Canadá é diferente. Os pubs fazem programações específicas, mas nada que vá até o dia amanhecer, como no Brasil. Há algumas programações no centro da cidade, em Vancouver especificamente, mas que também terminam cedo. A maioria dos vancouverianos passam o Ano Novo em casa, com amigos e família.

O nosso New Year foi assim, e muito divertido por sinal. Acordamos cedo, e fomos fazer compras. Queríamos fazer um churrasco, já que o dia era de sol. Mas não se engane: sol aqui significa muito frio. A menos 5, fomos de bicicleta motorizada - parece uma bizz, na verdade - eu e Daida. Compramos carne e bebidas na liquor store da Main. A loja de bebidas estava lotada. É preciso dizer que é proibida a venda de álcool em outras lojas que não sejam as liquor stores. Compramos duas garrafas de champanhe, que mais tarde foram muito bem aproveitadas num Kir Royal delicioso.

O churrasco estava muito saboroso, mesmo num frio de lascar. Conseguimos nos divertir no almoço e finalmente comprovei que o melhor lugar é mesmo a boa companhia. Depois, banho, roupas lindas - sim! nos arrumamos pra ficar em casa-, drinks e música brasileira! À meia-noite saímos só de vestido lá fora e gritamos para umas canadenses que passavam: Happy New Year! Ouvimos uns três estouros de fogos bem longe, voltamos pra dentro de casa e viramos a noite cantando "O que é, o que é?"(Gonzaguinha).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Viveria num aquário

Acordar cedo num frio de 3 graus não é muito interessante, certo? Errado! Algumas vezes, é. Como por exemplo, quando você pode curtir um dia inteiro num lugar quentinho, com muitos animais interessantes, comida saborosa (tá, não tanto quanto à da mãe da gente) - e um pouco gordurosa.Vivi isso aqui em Vancouver, semana passada. Primeiro, pegamos - eu e Laís - um ônibus na Fraser Avenue, depois um outro ônibus na Main Street com destino ao Stanley Park. Lá, sentimos um tiquinho de frio enquanto procurávamos pelo Aquarium de Vancouver.
Já na fila, percebemos que ali tudo tinha um preço. A entrada: CAD 21 (R$ 35,49). Bastava a mocinha vir alguém sorrindo pra logo indicar uma foto numa parede verde (tipo chroma), que, claro, também custava grana. Nós dispensamos com um sorriso: "no, thanks". Engraçado isso. As pessoas nunca esperam um "não, obrigado", por aqui. Falo disso mais pra frente.

Entramos e lá vem a frase mais ouvida, balbuciada geralmente por vendedores, porteiros e etc.: _ Você poderia fazer alguma doação? Tudo aqui é doação. Isso é legal, já que de certa forma as pessoas estão preocupadas com os mais carentes. Mas, às vezes, em vez de doação, tudo torna-se "obrigação". A Laís usou uma tática esperta e antiga: "desculpe, meu inglês não é tão bom, não consigo entender você...." Saiu-se bem. Quanto a mim, tive mais sorte. Ninguém me perguntou coisa alguma.

A visita ao Aquarium (clique no nome e veja o vídeo) é impressionante. Particularmente gosto dos golfinhos e minha prioridade era vê-los. Mas chegando lá, me encantei com a beluga - uma baleia branca, lindíssima -, com as águas-vivas e com os golfinhos, óbvio. O espaço é enorme e bem dividido. Brinquedos pra crianças, aquários interativos e lojinhas fazem parte do lugar. Outra parte interessante são os peixes dos países tropicais, como o Brasil. Eles recriaram a floresta: clima quente, úmido, com direito a pé de cacau, araras azuis (sim, aquelas em extinção), bicho preguiça, anacondas, aranhas e por aí vai.

Os golfinhos são umas fofuras de espertos, vimos o show deles por dois ângulos - do lado de fora, com os saltos e malabarismos e do lado de dentro (por entre o vidro), vendo como eles se movimentam na água pra dar aqueles saltos.

O ingresso te dá direito a uma sessão de cinema em 4D. São cerca de 30 minutos de algum filme. Assistimos o O Expresso Polar. Na entrada, você recebe um par de óculos vermelhos e lá dentro a mocinha instrui você quanto às "sensações" que sentirá. Ela alerta: algumas pessoas têm medo, por isso, fiquem calmos em suas cadeiras e relaxem. Logo no trailler sobre o aquário, quando mostra um golfinho jogando água, você recebe uma talagada de água fria no rosto. Depois, durante o filme, experimentamos a sensação de estar dentro do expresso: cadeiras tremem, o chão balança, quando ele desliza na neve rumo a uma grande montanha russa você se sente dentro do trem - um vento forte no rosto, a imagem em 3D... Se tem chocolate quente na tela, você sente o cheiro na sala de cinema. Se tem neve, floquinhos caem sobre sua cabeça. Se tem magia, bolhinhas de sabão surgem do nada...

E no final, se tem presente na tela, alguém na plateia também ganha. Infelizmente não fui eu desta vez...mas, nem precisava.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Magia do Nutcracker

Uma amiga de Palmas me perguntou se chorei em Vancouver. Sim, chorei durante a apresentação do The Nutcracker (O Quebra-nozes), da Albert Ballet, há duas semanas, mais ou menos. Nunca vi algo tão lindo, singelo, bem ensaiado e com figurino impecável. As partes mais emocionantes estão no final do primeiro ato e na metade do segundo, quando o boneco apresenta à mocinha o seu reino mas, antes, ele é transformado em homem pela fada da neve. Impossível não se arrepiar com os bailarinos acompanhados da orquestra - apresentando ao vivo, diga-se, cada uma das mais belas composições de Tchaikovsky.
Daida, eu e Laís Niwa

Assista aqui um resumo: The Nutcracker

O ingresso de CAD 32 (R$ 54) vale cada centavo. Ficamos na rabeira do Queen Elizabeth Theatre, lá no fundo, mas compensou. Tínhamos a visão do todo. Não podíamos tirar fotos, obviamente, mas guardei tudo dentro de mim, com o maior cuidado, como quando se guarda aquelas coisas delicadas: renda de bordado, bailarina de caixinha de música, bibelô de cristal, bilhetes de amor.


Além da apresentação, pude observar que a platéia gosta mesmo de ballet por aqui. Muitos aplausos, e um teatro lotado - havia uma promoção no site, e isso ajudou, mas todos estavam ali, ansiosos. Não gostei do excesso de aplausos, ao que sei, não se deve aplaudir apresentações clássicas no meio, um pouco por educação e outro pouco porque pode-se desconcentrar o artista. Outra coisa estranha: havia muitas crianças e bebês de colo na platéia, que nada entendiam do contexto. No mais, tudo lindo!

Algo mágico aconteceu sim. Sei que ballet é bom em qualquer lugar, mas há uma áurea diferente quando a gente assiste algo assim e sai lá fora com um friozinho....é como se fosse uma extensão do espetáculo. Nesta noite especialmente fazia zero graus. Depois do ballet, saímos para tomar café e comer donuts no Tim Hortons.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Curiosidades, visitas e outras cositas

Algumas coisas vão me marcar para sempre nesta minha visita a Vancouver: as exposições/museus que vi, o balé e a visita ao Aquário estão entre elas.

Há mais ou menos uma semana, vimos a exposição "Body Worlds" no Museu em Vancouver. Fantástica! Não podíamos tirar fotos lá dentro,mas nem precisa. A imagem é inesquecível. A forma como a pele, os ossos e cada detalhe foi preservado é impressionante. Já na entrada temos um cérebro, guardado numa redoma de vidro. É possível ver cada vaso sanguíneo, cada um dos lados cerebrais e a maneira pastosa que ele é constituído. A partir dali, cada pedaço do ser humano é destrinchado e mostrado tal qual é. O mais impressionante é que foram usados corpos humanos, doados para a exposição. Esse fato é polêmico, mas de que outra maneira poderíamos ir tão longe na nossa constituição corpórea? Tudo em nome da ciência e da curiosidade.

A gente só percebe que se trata de gente ali, empalhada como bicho, quando vê um cabelo, uma pele...algo que mostra que o que vimos já viveu, comeu, amou, chorou....ou não. A exposição exibe o corpo em ação: um homem jogando bola, uma mulher fazendo ioga, uma mulher grávida.

Gostei especialmente da figura do casal que patina....o movimento ficou belo. Pra mim foi mais estranho ver o corpo feminino despido que o masculino. Não sei, mas a figura feminina com um seio que parece não fazer parte daquele contexto, é estranha. Explico: vendo o corpo por dentro, com pele, músculo e gordura, você percebe que o seio é algo que não fazia parte daquilo tudo, entende? É como um monte de gordura colocada ali sobre a musculatura, achei isso curioso.... Os fetos também são muito interessantes...

No mais, foi uma visita incrível! Com direito a brincadeira na saída, com todos os equipamentos do lado de fora. Depois posto sobre os demais eventos - Aquário e balé.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 gelaaaaaaaaaaaado!

Gente do céu! Pros canadenses, especialmente de Vancouver, Ano Novo de verdade é com o Mergulho do Urso Polar, que acontece há 91 anos.

Fiz um texto sobre o assunto pro Jornal do Tocantins, foi publicado na última quarta-feira, mas hoje fomos ver o mergulho ao vivo. Loucura!!!

Tava 3 graus positivos e a água a 6 graus...Um frio de lascar! E a galera toda animada pra entrar na água. Foram mais de 200 nadadores. Eu, que estava agasalhada, quase morri congelada porque ficamos parados para assistir por uma hora e meia, mais ou menos. As fantasias eram as mais curiosas e bizarras, mas louco mesmo foi um cara que surpreendeu estando apenas com um roupão. E quando um outro maluco fantasiado começou a se mostrar, esse carinha do roupão ficou nu correndo pela praia. Foi rápido e não consegui registrar, mas a imagem eu vou guardar pra sempre na memória.

Crianças, idosos, jovens: todo mundo se jogou no mar para o mergulho na English Bay. Quando saiam estavam todos quase mortos. Peles vermelhas e arroxeadas, tremendo mais que vara verde e pedindo por uma toalha. Fiquei impressionada com essa festa!