segunda-feira, 27 de junho de 2011

Arraiá na Bahia

Esquece o "pula fogueira", "olha a cobra"  e o casamento caipira. No Arraiá de Luís Eduardo Magalhães (BA)  as coisas são diferentes. Começando pelo nome: de Arraiá para São João.

Equipe da Prefeitura que trabalhou pesado no São João
A quadrilha não tem nada de caipira: é mais colorida. As mulheres não pintam os dentes de

Exemplo de quadrilha junina luiseduardense

preto, nem têm bolinhas nas bochechas, é algo mais nordestino. Se enfeitam, se ajeitam e dançam mais visceralmente o forró. Os passos são mais bonitos também. Acho que os São Joãos da Bahia são mesmo assim: mais quentes, rápidos e sem muita encenação.

Eu participei pela primeira vez de um arraiá do interior no feriadão e gostei muito.  Segue abaixo o link música mais badalada daqui - "Ai se eu te pego!" da Banda Cangaia de Jegue.





A gente se vê!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Do Canadá para a Bahia



Agora minhas notícias serão de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. É aqui que estou morando desde fevereiro, quando voltei de Vancouver.



Se você nunca ouviu falar de LEM (BA), aproveitarei minha estada por essas terras promissoras e ricas para mostrar um pouco do dia a dia da cidade e das minhas impressões.










A gente se fala!

domingo, 29 de maio de 2011

Conquistando canadenses

Estive lá e sei que não é fácil...mas essas moças conseguiram traduzir melhor que eu: saca só!


Conquistando canadenses...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Nem tudo sao flores

To sem acento agora, mas tudo bem. Tenho que contar a voces que nem tudo sao flores por aqui...ontem fui numa balada, ainda nao dormi, mas digo que vivi uma experiencia super chata. Vamos a narrativa.

Ontem saimos eu, Yuko - from Japao - e Chloe - from Korea. Ha uma semana haviamos combinado essa saida para o Au Bar, um lugar bacaninha com DJ, bebidinhas e muitos estudantes. O lugar e super bem localizado e da pra ir embora tarde pq fica em frente ao Skytrain. Tudo certo, cheguei la, esperei num puta frio, as duas estavam atrasadas, mas deu tudo certo, nos encontramos e iamos entrar quando a Chloe esqueceu a ID dela. Explico: alem do passaporte - na verdade a copia dele pq nao e seguro andar com passaporte por aqui, os bares, pubs e etc. exigem um documento com foto, pode ser a carteira de motorista do Brasil ou seu RG.

Nao ia deixa-la sozinha, mesmo que eu e Yuko estivessemos ok. Entao, decidimos que iriamos a outra balada, ali mesmo na Granville. O lugar parecia legal, o nome: Joes Apartment Bar. Nice place! Na entrada so a copia do passaporte tava ok. Pagamos CAD 10 para entrar e compensou. Musica ao vivo, bandas de rock, folk rock e talz.

Super canadense o lugar. Meninas canadenses bombando na pista, looks legais, e homens canadenses tambem. Mas vou contar, as mulheres aqui fervem mais que os homens: dancam, bebem, vao ate o chao-chao-chao. Mas os caras chegam! Ufa...pq tava achando os caras daqui mais gelados que a neve....

Dancei, bebi um drink so pq estou num pais desconhecido..e eis que o improvavel aconteceu: um carinha chegou em mim. Aaaaaleluia!!! Ele perguntou algo sobre a banda, o som alto, eu mais pra la que pra ca, e com o ingles que Deus me deu...disse a ele, que era brasileira e que queria que ele falasse mais alto e devagar.

Nao sei se ele pensou que eu tava cortando ele, ou sei la o que, ai ele continuou ali do meu lado, mas nao disse nada. E eu falando com minhas amigas de sala....ai um amigo dele comentou algo com ele. Ai a partir desse momento o que voces lerem aqui parece cena de filme ridiculo americano: me senti em American Pie, com aqueles caras se jogando nas festas, dancando ridicularmente e como diz minha amiga Fa - "despejando testosterona no ar" .
Enfim, passados uns 5 minutos, um dos carinhas da roda da uma bundada em mim. Eu olhei com uma cara feia para ele, e sai de perto, fui pra outro lado. Tempo depois, outro carinha do grupo, comecou a dancar obscenamente atras da Chloe. Nessas horas fico feliz de ser brasileira - a gente e safo. Saca tudo no ar. Na hora eu puxei as duas e falei: vamos vazar! Elas nao entenderam...nao sei se acharam normal, ou sei la, mas eu fiquei muito brava na hora. Ficamos la atras, outro carinha veio e nos pagou bebidas, que ficou na mesa, alias....estava enfurecida com os canadenses.

Depois, um outro carinha, mais gente boa, se aproximou. Ele tava tocando numa das bandas. Foi super simpatico, nao cantou ninguem...trocou ideia numa boa e ainda nos disse que ali tava ficando meio perigoso para nos, ja que estavamos sozinhas e alguns caras tinham bebido alem da conta. Nos fez companhia, e disse que estava indo embora e sugeriu que fossemos tambem.

Chamei as meninas e bati a real: bora cair fora negrada! Chapa esquentou. Mas elas estavam preocupadas porque moram em homestay aqui e suas host moms talvez nao esperavam por elas.A Chloe foi pra casa dela na Fraser e eu e Yuko seguimos pra casa.

Me impressionei com a preocupacao da japonesa com o fato de incomodar. Acho que faz parte da cultura nao querer incomodar. Ela pediu pra colocar o despertador as 5h20, pq queria pegar o Canada Line e seguir pra North Vancouver ainda cedaco.... Um breu de meu Deus, nenhuma viva alma na rua e a pessoa querendo andar por 30 minutos ate o Canada Line... tsc tsc. Eu, obvio, fui me arrumar para leva-la a pe, as 5h da matina, nem eu tava acreditando nisso... mas nao poderia deixar ela ir sozinha. Japas tem muito medo de incomodar, e acabam incomodando em drobro, sabe?

Depois de muita luta, consegui convencer ela a esperar o primeiro onibus 25, que sairia as 6h30. Levei-a ate o ponto, esperei o onibus chegar e ela se foi.

Sobre tudo isso tenho a dizer: tem babaca em todo lugar do mundo, inclusive no primeiro; sou feliz por ser brasileira e sacar as coisas no ar; japas sao muito preocupados; quando sair pra nightlife leve consigo um spray de pimenta.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Victoria

Uma das viagens mais legais pra se fazer aqui é ir para Victoria. Mas tem que ter paciência para a longa viagem e sensibilidade pra apreciar a vista. A minha viagem começou às 5h da manhã. Eu e Laís, companheira de aventuras por aqui, acordamos super cedo, num frio sem tamanho, corremos para pegar o 25 (ônibus que nos levaria até o Canadá Line). De lá, pegamos outro ônibus para o porto, onde pegamos o BC Ferries.

Ao todo, se gasta CAD 18 (ou seja R$ 28,80). Isso no trajeto, ônibus e ferrie. É preciso estar atento aos horários, já que a viagem é longa, 1h30 no barco, mas também prazerosa. Se perder o último ferrie às 21h, só no dia seguinte.

Correria, mas vale a pena. Victoria é a capital da província de British Columbiaque é o estado onde Vancouver está localizado. A cidade é bem pequena, se comparada a Vancouver, é bonita, simples e aconchegante.

Dizem que na primavera é mais bonita, porque há flores por toda a parte. Mas me diverti muito no inverno também. Dentro do ferrie parece que você está em solo firme: restaurantes, banheiros, cadeiras, e uma bonita vista do mar, do céu e da cidade. Super bonito e aconchegante.

Victoria é uma cidade para você conhecer a pé. Nós levamos lanche e ficamos por lá mesmo...andamos muito, fomos ao principal museu (Royal BC) e conhecemos um pouco da história de Vancouver, já que a cidade nasceu ali. Vale a pena. Chegamos em casa mortas, cansadas que só. Mas com uma sensação excelente de ter aproveitado o dia!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Neve em Vancouver!!!!

Quero dizer pouco, vejam por vocês mesmos!!!!! Feliz demais! Amei a neve!






Meu boneco de neve: BOB, eu que fiz










O campo de futebol










Diversão, baby!

As ruas










Vista da minha janela esta manhã



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quiz

Essa foto não é minha, pena!


Um pouco para me manter conectada, outro pouco para me divertir, e também para divertir os outros. Assim, criei uma espécie de Quiz para os meus seguidores do twitter. Nada muito difícil, visto que nem eu sei muito sobre Vancouver, mas conseguimos ter engraçados momentos quanto a isso. A vencedora @queletges acertou 3 questões. Mas outros tuiteiros também pontuaram. São eles: @prikvalcante, @ciro_, @gereba2000 e @Sandro_Povoa. Obrigada a todos que participaram! Foi muito bacana.

Posto aqui as perguntas e respostas que, creio eu, ajudará você a saber algumas curiosidades e bobagens - por que não? - sobre Vancouver city.

Marque Verdadeiro ou Falso:

1) Para descer do ônibus em Vancouver, você puxa a cordinha, aperta o botão e espera o motorista abrir a porta. Resposta: FALSO. Basta puxar a cordinha e/ou apertar o botão e seguir para a porta. Lá, há um sensor que vai fazê-la abrir e é o passageiro quem o aciona com uma das mãos abertas, super simples.

Outra curiosidade: o passageiro pode descer pelas duas portas, traseira ou dianteira. Sempre quando você desce, você agradece ao motorista com um: Thank U.

2) Quando você vai ao banheiro, você joga o papel higiênico dentro do vaso sanitário. Resposta: VERDADEIRO. Não há lixeiras nos banheiros, ao menos não para papel higiênico usado. O sistema de esgoto aqui é preparado para isso, não se pode jogar outra coisa, mas papel, sim. Gostei dessa ideia, parece menos sujo. As lixeiras comportam outras coisas: absorventes, cotonetes, seringas (sim, há lixeiras para seringas porque há pessoas viciadas em heroína por aqui e também para aqueles com problemas de saúde) e etc.

3) Existe uma rua gay na cidade com ponto de ônibus cor de rosa e lojas específicas. Resposta: VERDADEIRO. Chama-se Davie Street. Clique aqui e veja mais sobre essa rua.

4) Há em Vancouver um canal de TV a cabo, que mostra apenas uma lareira acesa 24 horas, durante o Natal e o Ano Novo. Resposta: VERDADEIRO. Parece mentira, mas em Vancouver pessoas assistem pela TV um canal no qual só aparece uma lareira acesa. Vez em quando aparece uma mão mexendo na lareira e só. Fiquei sabendo que a mão é famosa e recebe cartas, vez em quando. Pode? 5) Você precisa acenar pro ônibus parar no ponto. Resposta: FALSO. Acenar pro ônibus aqui é mico certo. Não precisa. Basta ficar no ponto que o ônibus para. Alguns pontos não são cobertos e uma coisa comum aqui é você ir pro ponto só no horário que o ônibus passa. Cada ponto tem um número, que significa o número da linha, você pode mandar um SMS pra empresa com o número do ponto e você receberá uma mensagem no celular com o horário do ônibus.Acredite! Essa é a lareira da TV

Outras perguntas:
- Quantos tipos de chuva há em Vancouver? a) 1 / b) 2 / c) 4 / d) 5 / e) 7 (segundo o mocinho de meteorologia da TV).
Resposta certa: 5 tipos - Drizzle, light rain, shower, rain, heavy rain.

- Canucks é o nome do time de hoquei de Vancouver e tb: a)significa canadense / b) nome de uma rua / c)nome de uma comida/ d)nome de um heroi. Resposta: além de nome de time, Canucks significa canadense, é usado pra chamar quem nasceu aqui.

- Em Vancouver, você compra sua sacola no supermercado por: a) cinco cents /b) dez cents / c) por nada, é de graça. Resposta: a) 5 cents. É comum e chique aqui você ter sua própria sacola de tecido ou plástico resistente.

- Se amanhece com sol em Vancouver o que vai acontecer? a) vai chover o dia inteiro/ b) vai esfriar muito / c) vai esquentar / d) vai nevar. Resposta: vai esfriar muito. Toda vez que há sol, pode esperar que a temperatura vai cair, sem chuva, sem neve.

Regras: * Seguidores da minha família não podiam participar porque ganharão presentes de todo jeito. * O Quiz rolou até domingo passado, ou seja, 09/01. * O Quizz foi sobre Vancouver, mas procurei informações mais específicas que não tinham no Google (eu espero que não) pra evitar a olhadinha lá * Amigos podiam participar. Quem mora fora do Tocantins também, desde que me mandasse o endereço pra eu mandar o presente. * Para as respostas levei em conta, a rapidez na postagem, a resposta correta, e a resposta do maior numero de perguntas até domingo. * O souvenir será entregue em março, na casa ou pessoalmente, dependendo de onde more o vencedor. * Cada dia eu revelei um vencedor diário.
* O tuiteiro não podia mudar a resposta, valia a primeira.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Holidays

Para quem é brasileiro, passar uma virada de ano em casa pode ser mesmo muito deprimente. Estamos acostumados a grandes eventos. Fogos de artifício explodindo no céu, milhares de pessoas na praia ou em baladas....

Aqui no Canadá é diferente. Os pubs fazem programações específicas, mas nada que vá até o dia amanhecer, como no Brasil. Há algumas programações no centro da cidade, em Vancouver especificamente, mas que também terminam cedo. A maioria dos vancouverianos passam o Ano Novo em casa, com amigos e família.

O nosso New Year foi assim, e muito divertido por sinal. Acordamos cedo, e fomos fazer compras. Queríamos fazer um churrasco, já que o dia era de sol. Mas não se engane: sol aqui significa muito frio. A menos 5, fomos de bicicleta motorizada - parece uma bizz, na verdade - eu e Daida. Compramos carne e bebidas na liquor store da Main. A loja de bebidas estava lotada. É preciso dizer que é proibida a venda de álcool em outras lojas que não sejam as liquor stores. Compramos duas garrafas de champanhe, que mais tarde foram muito bem aproveitadas num Kir Royal delicioso.

O churrasco estava muito saboroso, mesmo num frio de lascar. Conseguimos nos divertir no almoço e finalmente comprovei que o melhor lugar é mesmo a boa companhia. Depois, banho, roupas lindas - sim! nos arrumamos pra ficar em casa-, drinks e música brasileira! À meia-noite saímos só de vestido lá fora e gritamos para umas canadenses que passavam: Happy New Year! Ouvimos uns três estouros de fogos bem longe, voltamos pra dentro de casa e viramos a noite cantando "O que é, o que é?"(Gonzaguinha).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Viveria num aquário

Acordar cedo num frio de 3 graus não é muito interessante, certo? Errado! Algumas vezes, é. Como por exemplo, quando você pode curtir um dia inteiro num lugar quentinho, com muitos animais interessantes, comida saborosa (tá, não tanto quanto à da mãe da gente) - e um pouco gordurosa.Vivi isso aqui em Vancouver, semana passada. Primeiro, pegamos - eu e Laís - um ônibus na Fraser Avenue, depois um outro ônibus na Main Street com destino ao Stanley Park. Lá, sentimos um tiquinho de frio enquanto procurávamos pelo Aquarium de Vancouver.
Já na fila, percebemos que ali tudo tinha um preço. A entrada: CAD 21 (R$ 35,49). Bastava a mocinha vir alguém sorrindo pra logo indicar uma foto numa parede verde (tipo chroma), que, claro, também custava grana. Nós dispensamos com um sorriso: "no, thanks". Engraçado isso. As pessoas nunca esperam um "não, obrigado", por aqui. Falo disso mais pra frente.

Entramos e lá vem a frase mais ouvida, balbuciada geralmente por vendedores, porteiros e etc.: _ Você poderia fazer alguma doação? Tudo aqui é doação. Isso é legal, já que de certa forma as pessoas estão preocupadas com os mais carentes. Mas, às vezes, em vez de doação, tudo torna-se "obrigação". A Laís usou uma tática esperta e antiga: "desculpe, meu inglês não é tão bom, não consigo entender você...." Saiu-se bem. Quanto a mim, tive mais sorte. Ninguém me perguntou coisa alguma.

A visita ao Aquarium (clique no nome e veja o vídeo) é impressionante. Particularmente gosto dos golfinhos e minha prioridade era vê-los. Mas chegando lá, me encantei com a beluga - uma baleia branca, lindíssima -, com as águas-vivas e com os golfinhos, óbvio. O espaço é enorme e bem dividido. Brinquedos pra crianças, aquários interativos e lojinhas fazem parte do lugar. Outra parte interessante são os peixes dos países tropicais, como o Brasil. Eles recriaram a floresta: clima quente, úmido, com direito a pé de cacau, araras azuis (sim, aquelas em extinção), bicho preguiça, anacondas, aranhas e por aí vai.

Os golfinhos são umas fofuras de espertos, vimos o show deles por dois ângulos - do lado de fora, com os saltos e malabarismos e do lado de dentro (por entre o vidro), vendo como eles se movimentam na água pra dar aqueles saltos.

O ingresso te dá direito a uma sessão de cinema em 4D. São cerca de 30 minutos de algum filme. Assistimos o O Expresso Polar. Na entrada, você recebe um par de óculos vermelhos e lá dentro a mocinha instrui você quanto às "sensações" que sentirá. Ela alerta: algumas pessoas têm medo, por isso, fiquem calmos em suas cadeiras e relaxem. Logo no trailler sobre o aquário, quando mostra um golfinho jogando água, você recebe uma talagada de água fria no rosto. Depois, durante o filme, experimentamos a sensação de estar dentro do expresso: cadeiras tremem, o chão balança, quando ele desliza na neve rumo a uma grande montanha russa você se sente dentro do trem - um vento forte no rosto, a imagem em 3D... Se tem chocolate quente na tela, você sente o cheiro na sala de cinema. Se tem neve, floquinhos caem sobre sua cabeça. Se tem magia, bolhinhas de sabão surgem do nada...

E no final, se tem presente na tela, alguém na plateia também ganha. Infelizmente não fui eu desta vez...mas, nem precisava.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Magia do Nutcracker

Uma amiga de Palmas me perguntou se chorei em Vancouver. Sim, chorei durante a apresentação do The Nutcracker (O Quebra-nozes), da Albert Ballet, há duas semanas, mais ou menos. Nunca vi algo tão lindo, singelo, bem ensaiado e com figurino impecável. As partes mais emocionantes estão no final do primeiro ato e na metade do segundo, quando o boneco apresenta à mocinha o seu reino mas, antes, ele é transformado em homem pela fada da neve. Impossível não se arrepiar com os bailarinos acompanhados da orquestra - apresentando ao vivo, diga-se, cada uma das mais belas composições de Tchaikovsky.
Daida, eu e Laís Niwa

Assista aqui um resumo: The Nutcracker

O ingresso de CAD 32 (R$ 54) vale cada centavo. Ficamos na rabeira do Queen Elizabeth Theatre, lá no fundo, mas compensou. Tínhamos a visão do todo. Não podíamos tirar fotos, obviamente, mas guardei tudo dentro de mim, com o maior cuidado, como quando se guarda aquelas coisas delicadas: renda de bordado, bailarina de caixinha de música, bibelô de cristal, bilhetes de amor.


Além da apresentação, pude observar que a platéia gosta mesmo de ballet por aqui. Muitos aplausos, e um teatro lotado - havia uma promoção no site, e isso ajudou, mas todos estavam ali, ansiosos. Não gostei do excesso de aplausos, ao que sei, não se deve aplaudir apresentações clássicas no meio, um pouco por educação e outro pouco porque pode-se desconcentrar o artista. Outra coisa estranha: havia muitas crianças e bebês de colo na platéia, que nada entendiam do contexto. No mais, tudo lindo!

Algo mágico aconteceu sim. Sei que ballet é bom em qualquer lugar, mas há uma áurea diferente quando a gente assiste algo assim e sai lá fora com um friozinho....é como se fosse uma extensão do espetáculo. Nesta noite especialmente fazia zero graus. Depois do ballet, saímos para tomar café e comer donuts no Tim Hortons.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Curiosidades, visitas e outras cositas

Algumas coisas vão me marcar para sempre nesta minha visita a Vancouver: as exposições/museus que vi, o balé e a visita ao Aquário estão entre elas.

Há mais ou menos uma semana, vimos a exposição "Body Worlds" no Museu em Vancouver. Fantástica! Não podíamos tirar fotos lá dentro,mas nem precisa. A imagem é inesquecível. A forma como a pele, os ossos e cada detalhe foi preservado é impressionante. Já na entrada temos um cérebro, guardado numa redoma de vidro. É possível ver cada vaso sanguíneo, cada um dos lados cerebrais e a maneira pastosa que ele é constituído. A partir dali, cada pedaço do ser humano é destrinchado e mostrado tal qual é. O mais impressionante é que foram usados corpos humanos, doados para a exposição. Esse fato é polêmico, mas de que outra maneira poderíamos ir tão longe na nossa constituição corpórea? Tudo em nome da ciência e da curiosidade.

A gente só percebe que se trata de gente ali, empalhada como bicho, quando vê um cabelo, uma pele...algo que mostra que o que vimos já viveu, comeu, amou, chorou....ou não. A exposição exibe o corpo em ação: um homem jogando bola, uma mulher fazendo ioga, uma mulher grávida.

Gostei especialmente da figura do casal que patina....o movimento ficou belo. Pra mim foi mais estranho ver o corpo feminino despido que o masculino. Não sei, mas a figura feminina com um seio que parece não fazer parte daquele contexto, é estranha. Explico: vendo o corpo por dentro, com pele, músculo e gordura, você percebe que o seio é algo que não fazia parte daquilo tudo, entende? É como um monte de gordura colocada ali sobre a musculatura, achei isso curioso.... Os fetos também são muito interessantes...

No mais, foi uma visita incrível! Com direito a brincadeira na saída, com todos os equipamentos do lado de fora. Depois posto sobre os demais eventos - Aquário e balé.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 gelaaaaaaaaaaaado!

Gente do céu! Pros canadenses, especialmente de Vancouver, Ano Novo de verdade é com o Mergulho do Urso Polar, que acontece há 91 anos.

Fiz um texto sobre o assunto pro Jornal do Tocantins, foi publicado na última quarta-feira, mas hoje fomos ver o mergulho ao vivo. Loucura!!!

Tava 3 graus positivos e a água a 6 graus...Um frio de lascar! E a galera toda animada pra entrar na água. Foram mais de 200 nadadores. Eu, que estava agasalhada, quase morri congelada porque ficamos parados para assistir por uma hora e meia, mais ou menos. As fantasias eram as mais curiosas e bizarras, mas louco mesmo foi um cara que surpreendeu estando apenas com um roupão. E quando um outro maluco fantasiado começou a se mostrar, esse carinha do roupão ficou nu correndo pela praia. Foi rápido e não consegui registrar, mas a imagem eu vou guardar pra sempre na memória.

Crianças, idosos, jovens: todo mundo se jogou no mar para o mergulho na English Bay. Quando saiam estavam todos quase mortos. Peles vermelhas e arroxeadas, tremendo mais que vara verde e pedindo por uma toalha. Fiquei impressionada com essa festa!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2010

Ano de mudanças: casa, trabalho, vida, estado civil.

Se pudesse escolher a parte mais bacana deste ano que se passou ficaria com a " de junho em diante" . Foi como se máscaras caíssem automaticamente. Deixei de enxergar as coisas pelos meus olhos para enxergá-las como elas eram de fato: boas ou ruins, mas verdadeiras, ao menos.

Voltar para casa dos meus pais foi uma coisa legal. Ir a Goiânia para trabalhar, também. Assim como tirar férias. Uma certa paixão adolescente e aventureira, pode ser destacada no ano que acabou. E todas as possibilidades que se abriram também.

Rever amigos antigos: Eva, Yurika e Daianne foi outra coisa bacaníssima. 2010 foi um ano de olhar as coisas como elas são, aceitá-las ou não. Mas vê-las com clareza, e disso eu gostei. Agora é deglutir tudo, tirar o que foi bom e deixar pra lá o ruim. Mas no geral foi um ano conturbado até outubro.

Muita informação nova, pouco tempo pra processar....espero conseguir fazer isso ainda esta semana porque 2011 não vai esperar eu me recuperar de 2010. Lá vem ele e tenho que continuar.....Ontem, conversando com a Laís, que também está aqui pra estudar, lembrei que neste ano será a virada da década e eu estarei em Vancouver...Parece um bom jeito de começar algo novo e diferente.

Dor de ouvido e remedinho chinês

Estou melhor do ouvido, só tive um probleminha com o frio quando eu cheguei. Estranhei o frio e tive uma espécie de caimbra no ouvido.

Sabe o que é isso? Nem queira saber. Era como se meu ouvido tremesse por dentro, já sentiu tremedeira no olho? É parecido. Ai o que fiz? Mandei um e-mail prum amigo médico e, na cara dura, pedi uma receita on line.

Como aqui só se compra em farmácia com receita médica, ele me indicou algo natural para tomar: Ginkgo Biloba, é uma folha de árvore chinesa que é bom pra um bocado de coisa, inclusive pros rins e a Aids (clique acima no nome e veja por você mesmo). Fui no mercadinho chinês e comprei, Daida me acompanhou e nos divertimos com a tiazinha chinesa que me disse que meu problema eram os rins: está tudo interligado. Tomei por uma semana e xarãns!!! O zumbido sumiu. A caixinha vem com um monte de remedinhos juntos e você bebe num canudinho...rs. O sabor é horrível!

Mas o resultado pra mim funcionou bem. Agora não saio sem protetor de ouvido, é indispensável pra mim.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Último dia de aula, nesta semana, e Natal em Vancouver

Natal chuvoso. Assim, secamente mesmo, ou melhor - " umidamente" - se é que existe essa palavra, que será nosso Natal em Vancouver. São duas e quarenta e poucas horas da tarde e estamos conversando neste momento sobre Filosofia. Talvez movidas pelo clima das festas de final de ano e todo esse clima que envolve essas datas....

A gente sempre fica mais reflexido quando o ano acaba, né? No mais, é um dia feliz. Acabo de saber que semana que vem estarei de folga das aulas e, depois, na semana seguinte, estarei em outra turma! (As fotos neste post são da minha turma anterior).Ao que parece, fui bem no meu teste e subi de nível. Isso é bom! Almoçamos com o professor Bill (o de gravata e camisa branca) e teve muito bom! Ontem o teste incluiu a professora Katie O. (essa de vermelho).

Eu amo o Natal!!! Mesmo longe da família teremos um Natal aconchegante por aqui: com ceia e peru, vinho e presentes!!!

Merry Christmas!!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Paladar canadense

O Buble Tea é uma bebida tradicional canadense. A receita, pelo que vi ao vivo, parece simples: uma batida de leite com o sabor do chá (maracujá, amêndoas, taron - não sei o que é - e outros tantos).

Tomei o meu primeiro buble tea na Biblioteca de Vancouver. Lá tem várias lanchonetes e uma senhora muito simpática me atendeu. Ia pedir o chá de amêndoas, mas ela me recomendou o taron (este azul do copo), disse que era o preferido dela. Tomei e aprovei! Ela ainda deu uns biscoitinhos de queijo de grátis...

Os bubles (bolas) são umas bolinhas no fundo do copão, a textura é igual de tapioca e meio que estoura na sua boca. O canudo é big porque por ele tem que passar o buble. Segundo o que li, o chá tem origem em Taiwan e veio pro Canadá com os imigrantes. O sabor é exótico, mas é gostosinho, geladinho é bom.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pedalando por Vancouver

Nesta sexta não tive aula porque há um teste na escola e como fez um dia lindo de sol, fui aproveitar, claro! Marco, namorido da Daida, e eu fomos passear de bike num frio de aproximadamente 3 ou 4 graus. Tinha sol, mas tava super gelado.

Vou te contar, super bacana andar de bike. Fiquei quebrada, porque há muitas subidinhas - e olha que Marco fez o caminho menos penoso, já que Vancouver tem muitas subidas de verdade - mas, mesmo assim, com todo o cansaço, a visão vale a pena. Fora que reparar a rotina dos moradores quando há sol é super bacana. Como chove bastante em novembro, quando o sol sai parece que é um presente:o povo sai feliz com seus cachorros pelos parques, com suas bikes e tênis de corrida. Há ciclovias e vale a pena pedalar por aqui. Os capacetes são obrigatórios e os ciclistas são respeitados. Os ônibus têm lugar especial pra colocar as bikes....e pode-se andar com eles nos metrôs. Os parques são lindos! E os moradores super simpáticos, se oferecem pra tirar fotos e trocar ideia.

Uma garrafinha com água e algo quente (chá, chocolate) é bacana pra os momentos de frio e sede. Além disso, luvas, tênis e o que mais quiser, desde que não seja pesado. Seguindo as recomendações da Daida aproveitei bem. Cheguei quebrada em casa, mas com a sensação que valeu a pena.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Chinatown


Vancouver é uma cidade multi. Você anda aqui e pensa estar na Índia - há muitos indianos, mas segundo o Marco eles não gostam de ser chamados assim - existe um bairro indiano; por vezes, parece que estamos no Brasil - é mais raro, mas há um ou outro falando em português, estudantes geralmente; há alguns árabes e muçulmanos, mas a grande maioria mesmo de pessoas que você encontra nas ruas são chineses ou coreanos.

Asiáticos, no geral, estão em todos lugares e se misturam bem. Comum ver um canadense com uma coreana e vice-versa. Enfim, essa introdução enorme é pra dizer que há um bairro aqui, assim como em NY, chamado Chinatown. Visitei esse bairro esses dias e foi super bacana. Gostei especialmente do jardim chinês. Lindas imagens, lindo lugar...gostei do mercado também. Iguarias de todo o tipo, especialmente peixe (claro!) e frutos do mar. O cheiro é forte mas é interessante....

Vi polvo e lula desidratados, muitas ervas e plantas medicinais...fora o que se vê em toda Chinatown em qualquer parte do mundo: bugigangas. Mas óbvio que prefiro comprar "made in China" em São Paulo, que é em real, não em dólar. Em Vancouver vale a pena conhecer Chinatown para fazer fotos, olhar o mercado e visitar o jardim e o museu, chineses.

(Algumas fotos são minhas, outras da Laís Niwa)