terça-feira, 16 de março de 2010

Rir de si mesmo é o que há


Um ralado de todo tamanho no meio das costas e uma história bem humorada para contar.Esse é o resultado de Glês Nascimento e qualquer situação desastrada, juntos.

Fotinha de Goiânia, porque ninguém merece ver meu ralado

O machucado ganhei no domingo, depois de uma viagem a Goiânia. No posto, sentei-me para conversar com amigas e, nem percebi, quando a minha bolsa pendurada levou a cadeira consigo. E, distraída, para variar, fui me sentar e fiquei no vácuo. Quer dizer, no vácuo é força de expressão: fiquei foi rodada mesmo. Cai de bunda, ralei as costas no pé da cadeira e, ao me levantar, perguntei: "O que aconteceu?". Ai ai, como se não soubesse.

O melhor de situações absolutamente constrangedoras é que quanto mais você ri de si mesmo, menos os outros o fazem. Fiquei meia hora rindo de mim, depois peguei a cadeira, sentei-me direito e pedi um suco de laranja, sem açúcar, é claro.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval em Taquaruçu

Escolhi um Carnaval diferente este ano. Sexta-feira saímos juntos: eu, ele, um casal de amigos e um amigo do casal. Fomos ao nosso shopping, que mais parece uma galeria. Tomamos chope, comemos uma porção de calabresa muito mal-passada - que nos fez quase passar mal também. Depois fomos ao espetinho e minha noite terminou no sofá da casa do meu cunhado. Meu namorido ainda desperto ouvindo a música do programa 96 Rock.

No sábado acordamos tarde, tomamos café e ficamos enrolando o dia inteiro. Almoçamos já passava das duas da tarde. Dormimos mais um pouco. Terminei de assistir o filme "Besouro" que, diga-se, é muito bacana. Almoçamos strogonoff, minha especialidade. Dormimos mais um pouco e, finalmente, começamos nosso dia.


Já eram nove, quando rumamos a Taquaruçu. No caminho, havia uma blitz, comum nos Carnavais. Fomos para a casa de uma amiga, numa chácara. Estava um clima delicioso, mas queríamos badalar. Fomos a um show com uma banda local, nos divertimos mesmo. Dancei todas as marchinhas de som mecânico ( de Daniela Mercury, a Simonal e Elba Ramalho). Era quase duas da manhã quando deixamos o local. Sóbrios e felizes.

Capotamos. Acordei com uma luz forte nos olhos. "Deixei a luz acesa", pensei. Levantei para apagar e vi que a luminosidade vinha do telhado. Aquelas telhas de plástico transparente tinha transformado o quarto num palco! Não teve como. A casa é aconchegante. Fica no alto da serra, cercada por bananeiras, mamoeiros, flores e outras árvores do cerrado. Quadros de Frida Khalo, artesanato, linhas, tear, livros e discos originais. Uma TV que só é ligada para filmes, comida natural, gatos, um cachorro chamado "Doidão", um beija-flor, algumas formiguinhas.... Um banheiro orgânico. Sim, aqueles banheiros secos que, depois de fazer coco, você joga serragem e tudo vira adubo, depois de um tempo e muito sol. Achei que não conseguiria usar um banheiro assim, apesar de que me criei indo para fazenda do meu avô: mato, folhas ou sabugos como papel higiênico. Mas ontem, depois de dois dias, usei o banheiro e gostei!

O banheiro é um detalhe. O sábado e o domingo de Carnaval foram fantásticos. Ontem, uma jantinha deliciosa, macarrão orgânico e não-orgânico, vinho tinto seco, o meu amor, um filminho à noite, uma chuvinha fina e o cheiro de mato. De manhã, pão integral com requeijão cremoso. Café de feijão, frutas, iorgute...e um pouco de paz. Depois cachoeira.......

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Diário de bordo - Maceió - O dia que conheci o casal

Acordo animadinha no sábado. Tomo café na pousada mesmo, acompanhada de um casal e seu filho de uns 11 anos, mais ou menos. Duas coisas me chamam a atenção: o inhame cozido que servem logo cedo no hotel e o modo como esse casal trata seu filho. O menino é um cavalo e mesmo assim são os pais que fazem o prato dele. Quando ele precisou comer mais, não foi lá e se serviu; ele pediu ao pai. Achei isso muito esquisito.

Enfim, 'o que eu tenho com isso?', pensei. Voltei pro quarto e me troquei para ir ao passeio nas famosas galés de Maragogi. Coloquei um biquíni minúsculo, uma saída de praia e fui pra a piscina esperar que o guia me chamasse. Lá, encontrei o casal de ontem, ainda brincando na piscina e um grupo com duas mulheres feias de doer e dois caras: um parecia cantor de banda brega. E justo esse não parou de me olhar. Ainda bem que fui salva pela moça do hotel, que logo veio com seu sotaque alagoando informar que o passeio estava saindo.

Foi ai que percebi que o casal gay também estaria comigo nessa empreitada pelas galés. Logo puxaram assunto e fomos conversando até a chegada na barraca do passeio. Decidimos que ficaríamos os três juntos, estilo Três formas de amar, pero no mucho. Assim pegamos o barco e seguimos. No início eles tentaram disfarçar, mas eu disse logo que tinha sacado a deles, né, meu bem? Esse dia foi super divertido: mergulhei e vi corais e peixinhos. Mas dá um medão. Pensei em desistir, mas o Bob Esponja, meu instrutor, me convenceu e valeu a pena.


Na volta, mais fotos - dividimos o valor das fotos do mergulho, ficou mais em conta - e já tinha combinado de ir com o casal gay à Porto de Galinhas. Ficamos um pouco na piscina, e de tardinha pegamos a estrada. Chegamos em Porto de Galinhas de noite. Foi uma luta conseguir um hotel. No fim, ficamos numa pousadinha à beira-mar perto da praia de Maracaípe. E com preço em conta, tipo assim, R$ 60, por quarto: ar, piscina, frigobar, TV e um chuveiro quente. Que eu só consegui colocar no quente no último dia de hospedagem, mas tudo bem.

Fomos direto para a piscina. Eles logo inventaram um apelido para mim: "datupei" - lê de trás para frente. Já altinhos, fomos parar numa balada em Porto de Galinhas. Um pub bem bacana, com DJ e um monte de turistas. Eu não bebi nada, eles misturaram tudo e fomos embora porque estavam empolgados e os pit boys já pensavam em bater neles.... Amanhã tem mais.

domingo, 9 de agosto de 2009

Diário de bordo - Viagem a Maceió

É noite de quinta-feira, 23, marquei minha passagem para às 7h20 de sexta, digo às amigas que não precisam me levar ao aeroporto. Investigo se é seguro deixar meu carro lá. Ainda nem são oito da noite e minha mochila já está pronta.

Combino com as amigas mais chegadas de ir a um bar da cidade, me despedir delas antes de pegar meu vôo: assim eu faço. Visto um preto com pregas e uma sapatilha. Um casal de amigos me espera. Não casal, casal, mas apenas um homem e uma mulher. Digo que não vou beber nada, mas peço um cozumel. Outra amiga chega, contamos pormenores do dia. O rapaz percebe que o papo é de menininhas e nos deixa sós.

A nossa amiga atrasada que, aliás, marcou o encontro não chega nunca. Mandamos mensagens, ligamos e nada! Concluímos que ela estava com o namorado e relaxamos. De cozumel em cozumel, fomos contando nossas aventuras amorosas. Estávamos todas enroladas, para variar. De repente, chega a amiga que jurávamos que estava super bem, namorando. Ledo engano. Uma briga havia feito ela se atrasar e um rompimento se aproximara.

Mudamos de mesa e de assunto. Ela não queria falar de nada de namoro, rompimento e brigas. Elas seguiram na noite, era antes das zero hora quando peguei o caminho de casa, não sem antes me despedir.

Nem preciso dizer que mal dormi, né? Estava ansiosa com minha viagem totalmente só para a praia. Acordei antes das seis e esperei até umas seis para levantar. Dei uma checada na mochila, tudo certo. Escolhi a roupa: jeans preto, tênis branco, meias brancas, jaqueta jeans, camiseta de algodão branquinha, tictacs no cabelo, óculos, protetor. Estava pronta. Peguei meu carro e segui ouvindo alguma rádio, até o aeroporto.

Estacionei num lugar que ele pudesse aguentar por uma semana. Documentos e passagem à mão, cheguei em cima da hora do final do check in. Ufa!

Poltrona 14. Lá estava eu. O dia amanheceu lindo em Palmas. Dormi o percurso quase todo até Brasília. Li na revista da Tam uma matéria com o JR. Duran,o super fotógrafo das supermodelos, comi aquele lanche insosso que servem e 50 minutos depois, estavam no JK, no DF.

Meu vôo sairia às 10 e pouco de lá. Pegamos um ônibus e me deparei com dois deputados federais. Fingi que não os vi, mas não teve jeito. Encostaram-se perto de mim e puxaram assunto: "para onde vai?" . Maceió. "Ai que coisa boa!"; "É uma cidade linda"....

"Eu ainda não conheço", disse que pensando que era uma eternidade os cinco minutos entre a aeronave e o saguão. Cheguei! Meu vôo atrasou uns 40 minutos. Era no portão D, essa coisa de portão de letra é sempre fria. Geralmente são os do subsolo do JK, sem lanchonetes, nem opções de cadeiras ou bancas de revistas. Fiquei ouvindo meu MP4: U2. Sentei-me no chão mesmo e com meus imensos óculos fiquei reparando nas pessoas passarem.

Até vi gente famosa. Ah tá, era o Leão, o técnico, mas está valendo. Um baiano ultramoderno sentou-se do meu lado, e falava horas ao celular, abriu o notebook e ficou tratando de trabalhar... Pensei que ele podia ser eu, já viajei assim, com mil coisas a resolver, mas não era o caso. Fiquei feliz por isso.

Enfim, ouvi a chamada para o meu vôo. Em cinco segundos milhares se amontoaram na fila do portão D. Tem certas coisas na vida que eu não entendo, e uma delas é por que as pessoas que vão estar no mesmo vôo querem por tudo pegar uma fila? Esperei sentada. O avião não partiria sem mim. O mesmo fez um senhor paulista ao meu lado. Ele fez a mesma pergunta. Eu sorri. Ele disse: "Vai para Maceió?", apesar da pergunta óbvia eu respondi gentilmente: "Sim, mas meu destino final é Maragogi". Ele puxou assunto: "Vou ver se passo por lá, minha filha me indicou uma ida a Maragogi. Estou de férias, passar uns dias em Maceió". Eu sorri.

"Minha mulher tem alzheimer e preciso descansar". Gostei do assunto e disse: "Eu só quero descansar, quero ficar num hotel, pegar praia cedo, voltar para o hotel de noite". Ele: "Ah! Era disso que estava precisando". E assim entramos no ônibus. Nos separamos em seguida, cada um na sua poltrona. Eu voei ouvindo U2, foi a trilha da ida. Duas horas e meia depois estávamos pousando em Maceió. Dia claro.

Muitos turistas gaúchos. Uma delas fez a minha foto no aeroporto com o avião de fundo. Eu estava lá! E agora? Bom,vamos achar um carro porque passava das quatro da tarde e eu ainda teria de chegar em Maragogi.

Fui ao balcão de informações e a atendente de nome Cíntia, me deu milhões de dicas e um monte de mapas da cidade de Maragogi e Maceió. Sai meio zonza de lá, mesmo assim, fui consultar um táxi, antes de esperar um ônibus que, segundo ela, me deixaria no centro da cidade e de lá eu poderia pegar outro táxi até a rodoviária para, enfim, embarcar para Maragogi - já de noite. No guichê do táxi encontrei um casal de gaúchos: Zaida e Júlio. Eles queriam ir de táxi a, advinha onde? Maragogi! Foi uma sorte tê-los achado porque a recomendação é não pegar a estrada de noite para lá. Rachamos o táxi em 70 contos para cada e seguimos juntos numa viagem emocionante, com um taxista evangélico.Seo Zé pegou um caminho alternativo para Maragogi, segundo ele mais rápido. Porém, cheio de buracos. Passamos por Flexeiras, a cidade natal de Renan Calheiros, e seguimos por lugares muito pobres. O pior foi ver um atoleiro em que um carro estava enguiçado e do qual, seo Zé, jurava que sairíamos ilesos. Demos sorte, ou a experiência de seo Zé contou na hora de passarmos no lamaçal. Zaida passou mal - ela estava no banco de trás e não tinha comido nada até àquela hora. O carro parou, ela foi para o banco da frente. Paramos num posto e compramos água. Uma família de porquinhos atravessou a pista, foi aí que peguei a máquina e lamentei ter perdido o registro do atoleiro. Mas dos porquinhos eu bati chapa!

Seguimos e por volta das seis da tarde chegamos, finalmente, a Maragogi. Perto do hotel, Zaida vomitou a água que tinha bebido. Deixei-os e segui com seu Zé até a minha pousada: simples, em frente ao mar e super confortável. Meu quarto estava pronto, com cama de casal, um quadro do nascimento de Vênus de Sandro Botticelli, uma TV. Fui até à piscina, tomei uma cerveja sozinha, olhando o mar e ouvindo Los Hermanos. Vi dois homens bonitos se aproximarem e irem até a piscina. Era um casal de gays; voltei para o quarto.Tomei um banho frio (não acertava como fazer o chuveiro funcionar no morno), pus biquíni e uma saída de banho e fui caminhar na orla. Comi um sanduíche, e sentei um pouco a beira-mar. Na volta, fui muito observada por nativos que sentados à beira, davam notas às turistas. Creio que a minha não foi das melhores.

Voltei pro hotel e dormi. Mais tarde, me arrumei e fui jantar num bar da orla mesmo, que servia frutos do mar. Comi lagosta feita no alho e óleo e tomei uma cerveja. Voltei pro hotel e capotei. Estava exausta.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vinte e nove

Hoje é meu aniversário e acordei me sentindo só. Na verdade, desde ontem sinto-me sozinha. Fiz uma viagem só para o litoral alagoano que contarei aqui capítulo por capítulo, e decidi deixar meu carro no aeroporto mesmo. Queria ser totalmente independence day, como costumo dizer.

Meus pais não me levaram nem me buscaram no aeroporto, não havia ninguém à minha espera, mesmo sendo meia-noite e um, tecnicamente dia 30 de julho, dia do meu aniversário de vinte e nove anos. Até olhei assim, com ar de quem queria mesmo uma surpresa: dos amigos, de uma certa pessoa amada - e nada. Foi quando vi um senhor com flores à espera de alguém...havia uma ansiedade em seu olhar, ele apertava com todas as forças o buquê minguado de rosas vermelhas, e olhava a sala de desembarque como quem espera a mulher amada.

Senti uma inveja de ser aquela mulher cujo rosto nunca vi. Senti uma inveja de ser amada assim. Não há mais tempo para o romantismo, nem saco, nem jeito. Poucas pessoas me ligaram no meu aniversário, ao menos até agora. Muitos mandaram mensagens e mais um tanto mandou-me scraps no Orkut - até mesmo porque o próprio Orkut lembra a data pra muitas pessoas...hoje vivemos num trem bala, como diria Martha Medeiros, e, na correria, qualquer descuido pode ser fatal. Minha mãe ainda anota telefones na agenda e não no celular (também estou fazendo isso agora), ela também guarda as datas de nascimento na agenda...era nessa época que as pessoas ligavam umas para as outras, no sentido figurado e lato da palavra ligar. A gente se encontrava com as pessoas, comprava presentes e dava festas com tudo pago. Hoje o convite da festa é feito por e-mail, Orkut, msn e mensagens no celular. O presente é levar o que se bebe, na quantidade em que se bebe. E o aniversariante corre o risco de passar seu dia sozinho, nada pessoal, é só que as pessoas têm mais o que fazer.

Sinto saudade de gente, da época em que gente gostava de gente...de amar gente, de ser gente. Espero que aos 29 eu seja mais gente também, esse é o meu pedido de aniversário.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Preparativos para viagem


Amanhã começo a minha primeira viagem sozinha. Hoje é um dia de preparativos. Estou ansiosa e ao mesmo tempo feliz.

Quero descansar, pensar na vida. E vou relatando aqui tudo que sentir.

Comprei uma mochila fubéca - por 35 reais -, quero levar um MP3 com minhas músicas favoritas, um bloquinho de anotações, uma carteira que se amarra à cintura e só biquinis e vestidos, além de havaianas e uma rasteirinha. Cremes, protetor solar e bronzeador não podem faltar. Não precisarei de nada além disso, para onde vou. Hasta la vista!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Um blog para chamar de meu

Depois de me aventurar na blogosfera com pseudônimos em um blog maravilhoso do qual tenho orgulho de fazer parte, quero mostrar minha cara. Não sei até quando essa sensação vai durar, ou mesmo este espaço, mas eis que quero um blog para chamar de meu. Inspirada no Blog da Kass, quero me expor um pouco e me libertar, por meio do meu diário virtual.

Quem é ela? Quem é ela? (MOMA - NY -By Suzana Barros)
Assim nasce meu primeiro filho, produção quase independente - visto que minha amiga Daianne Fernandes fez todo o layout desta criança. Obrigada Daida.


Escolho Cores de Fridda porque amo Frida Kahlo e sei que todas as mulheres, inclusive eu, somos meio Fridas também. Intensas, neuróticas, sexys, feias, amantes, amadas, artistas, ousadas, livres. Além do que, sinto-me também um tanto inspirada na música Esquadros de Adriana Calcanhoto...


Assim como Frida colocava sua alma em seus quadros e por isso eles foram tão admirados, proponho colocar-me aqui por inteira para o sucesso ou a lama, sempre fiel a mim mesma e aos meus sentimentos.